sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Anacrónicamente muy excitante


Hay días, hay noches, algunos y algunas más que otras que me la paso construyendo ficciones, y al rato las destruyo por sentirlas anacrónicas, hasta eróticamente obsoletas, si es que eso es posible, si es que el erotismo que me erotiza puede ser fuera de tiempo, antiguo. Entonces me pregunto si lo que imagino es semejante a un baile de máscaras aquelarrero y vetusto, a una quermese, a un paseo por helado y chuparte el palito entero. Me pregunto todo eso y si las fantasías, la imaginación tienen fecha de vencimiento, si se pudren y hacen mal o no hacen nada. Si es así, creo que hay algo de este mundo que me perdí, que no entendí y definitivamente estoy fuera del sistema para absolutamente todo, puesto que para lo demás yo misma ya me había puesto al margen.
Tengo mi guitarra sobre la cama voy a cantar lo que me plazca. Te tengo a vos sobre la cama, me estás esperando, querés que termine con lo que hago, aunque no sepas lo que hago porque luego de lo que haga estaré más tranquila, más contundente con vos… Y va frase hecha, no perdés nada por esperar… Tengo muchas ganas de hocico en miembros, de cabalgar, de gritar y seguir y duermevela y despertar y que el desayuno y seguir jadeando… anacrónicamente muy excitada.

(Isabel Estercita Lew) http://isabelestercitalew.blogspot.com/

domingo, 25 de janeiro de 2009

RECEITA DA MADRUGADA DE INSÔNIA


O corpo fala que coração está aflito.
Também que coisa é essa de achar tudo uma graça?
Em dias de pico procuro sempre ver as horas
Pra não confundir a astronomia.
Tento fazer o melhor possível dentro do impossível.
Formas de sobrevivência...
Só falta eu me atrasar.
Mas, não que tivesse a mínima idéia...
Mas, depois boto a água para ferver...
Não sinta muita a minha falta,
E eu sentirei que você não existe.
Tamanha falta de senso minha...
Pelo menos ainda restam alguns minutos.
Se eu puder contar tudo outra vez
De traz pra frente...
Tempo... não passe tão lento assim...
Disfarçado de século 21...
Você nos engana tão bem...
E a gente descansa de tantas maneiras,
Igual ao dia anterior.
Há mil maneiras de se dar mal...
Mas, como adoro Cartola,
Estou na torcida que acabe tudo bem.


(Célia Demézio)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Não


Não falo coisas assim.
Não conto coisas assim.
Não ouço coisas assim.
Não conheço coisas assim.
Não estudei coisas assim.
Não procuro coisas assim.
Não tenho coisas assim.
Não desejo coisas assim.
Não vejo coisas assim.
Não acho coisas assim.
Não saco coisas assim.
Não sonho coisas assim.
Não converso coisas assim.
Não faço coisas assim.
Não busco coisas assim.
Não canto coisas assim.
Não perco coisas assim.
Não ganho coisas assim.
Não escrevo coisas assim.
Não amo coisas assim.
Não invejo coisas assim.

(Célia Demézio)
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