sábado, 4 de julho de 2009

TOLICES


As horas despertaram nessa semana em doze em doze horas, antibióticos, anti-inflamatórios, jornal das oito e downloads. . Por não sou uma pessoa atenta, minutos preciosos podem custar uma grande infecção. De muletas pela rua, fui recepcionada por gentilezas, solidariedades e boas risadas para disfarçar a dor. Questão de sobrevivência. Mas no outro lado da rua lincham pedófilos, enganam seus fregueses no troco, puxam o saco do patrão, mães egoístas choram por seus filhos que não voltam mais.
Alguns toques de ironias em frente a sala da enfermaria, lembrando de Drugstore Cowboy. Efeitos colaterais de mais quarenta de vida...
Não são todos os dias que se pisa em um prego e nem se ganha cinco milhões na loteria... coisas raras e possíveis de acontecerem... podes crer...Poderia ser uma boa lição: cuidado que sempre há um perigo em cada esquina.
Já expressei várias vezes, em reuniões importantes de bar, minha aversão a burocracia, mas não adianta, formulários importantes devem ser preenchidos para registrar mais um fato lamentável da vida. E faço sem entender nada, porque estou preocupada com as provas que tenho que corrigir o horário o antibiótico o anti-inflamatório que acabou. Que semana, hem?!
Mas, vai passar a dor, o inchaço, a semana. Os remédios. Serei feliz no dia seguinte, para variar, para não desperdiçar as cervejas na geladeira, e nem virar uma maníaca depressiva. Tento ficar atenta a qualquer sinal de dor nos ombros. Tenho que agüentar firme, dormir cedo, acordar tarde.
Amanhã será mais ameno, talvez, ou mais agitado, talvez. Adivinhar nunca foi meu forte, provavelmente nem o seu, por isso... deixa pra lá! O mundo não nos espera, tola idéia quem pensa o contrário. Tolices é meu forte...

(Célia Demézio)

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