Estranho... Novas caras à vista.... Nem se imagina tudo isso.... Pessoas novas... Inéditas... Novinhas em folha... Tudo aparenta novo.... Outros cheiros... Recém olhares... Alguns e bons sustos... E se ajeita aqui... E se aleita ali.... E lá vamos nós... Em mares nunca dantes navegados.... Ninguém lhe pertence.... E você não pertence a ninguém.... Se soltar do cotidiano.... Do que já se sabe.... Para se lançar de novo.... Bela filosofia... (Célia Demézio)
Um restinho de álcool no fundo do copo
Um coração angustiado e a vista torta...
As estrelas ficaram para trás
E a lua desapareceu.
O sol começa iluminar as dores de cabeça...
Começa mais uma semana...
Cansaço antes do meio dia.
Precisando de um divã?
Ligue para os recursos humanos...
Diga que a vida está uma merda
E você precisa de uma licença prêmio...
Consolação ou não,
Seu pedido é indeferido.
Melhor encarar a enxaqueca
E sorrir devagar para não rachar.
Depois, muito tempo depois,
As coisas voltam ao normal.
Depois de sete dias,
Novamente rezar...
(Célia Demézio)
uma tv chamuscando, um mercado vazio. um som estranho, uma frase cortada. uma alucinação, um pesadelo constante. uma realidade paranoica, uma crença estúpida. uma série enlatada, uma escada insinuante. uma onda que não tá com nada, uma maresia estonteante. uma peça solta, um concerto desafinado. uma manhã estranha, um outro dia longo demais. uma morte matada, um cinismo silensioso. uma dose amarga, uma glicose a mais. um inferno absoluto, e um paraíso perdido... enfim, um cadarço desamarrado, um tombo no chão. um final de túnel e uma longa escuridão... (Célia Demézio)
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