sábado, 19 de maio de 2007

DOS POEMAS DESNECESSÁRIOS


Mando meus desmantelos

meu coração intranqüilo

minhas faltas de data

minha pouca memória

e o melhor de mim

mando o que me navega

e os outros tráfegos

mando o que foi escrito com pressa

e outras urgências

mando o louco, o torto, o cético, o romântico

mando o explícito e desvairado

mando a música, a mais bonita

mando a orquestra, a banda

e uma voz rouca e outra ainda silenciosa

e digo que você me atravessa

como uma lança

e se aloja nos meus sentidos


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